A Malásia caminha para definir como seus data centers devem se comportar na rede elétrica, e os geradores de backup fazem parte disso. Em 28 de outubro, o vice-primeiro-ministro informou à Dewan Rakyat, a câmara baixa do parlamento, que o governo exige que o setor obtenha pelo menos 30% de sua energia de fontes renováveis. Na mesma resposta, ele afirmou que os data centers devem ter geradores de backup que possam ser usados para controle de demanda, para aliviar a pressão sobre a rede em momentos críticos ou quando as reservas operacionais estão baixas.
O que já está decidido e o que ainda é rascunho
A exigência de 30% é apresentada como política do governo. Os detalhes ainda não foram redigidos: a Comissão de Energia está elaborando um marco regulatório e diretrizes sobre autogeração e uso de energia renovável pelos data centers. O comunicado incentiva os operadores a construir sistemas solares para o próprio consumo, para que outros consumidores de eletricidade não arquem com custos de fornecimento mais altos, e a aderir ao Corporate Renewable Energy Supply Scheme, que permite comprar energia verde diretamente.
As reportagens sobre a resposta não informam quantas horas por ano os geradores poderiam ser acionados, quem os acionaria ou quais limites de emissões se aplicariam durante esse uso. São esses os pontos que as diretrizes terão de definir.
Por que o operador da rede quer participar
Cada pedido de fornecimento de um data center é analisado pelo Energy Focus Group e depois segue para a Data Centre Task Force. A análise examina a capacidade da rede, as redes de transmissão e distribuição e o investimento necessário. Os números da resposta mostram o motivo: em agosto de 2026, a demanda contratada dos data centers era de 2.346 MW, enquanto o consumo real foi de 1.374 MW, ou 58,5% do valor contratado. O governo atribui a diferença ao fato de as estimativas dos pedidos de fornecimento não corresponderem ao que os prédios efetivamente consomem.
A energia nuclear ainda está em análise como fonte, mas o comunicado diz que o trabalho preparatório, desde acordos internacionais até a regulação de segurança e a formação de pessoal, precisa vir antes.
Conjuntos de espera que também operam para a rede
Um gerador que existe para falhas da rede funciona algumas horas por ano. Um que pode ser acionado para aliviar a rede funciona com mais frequência, e tudo ao redor sente a diferença: a licença de emissões atmosféricas, o contrato de combustível, a avaliação de ruído, o intervalo de manutenção e a paciência da vizinhança. Conflitos semelhantes sobre horas de teste e ruído na divisa do terreno já estão sendo incorporados a regras locais em outros lugares, como mostra nosso relatório sobre os limites preliminares de um condado da Geórgia.
Quem estiver orçando para um data center na Malásia deve perguntar ao operador se os conjuntos devem participar do controle de demanda e aguardar o texto da Comissão de Energia antes de definir essa função em uma especificação.
Fontes: Malay Mail, The Edge Malaysia